Crianças x Marcas
Recentemente li uma matéria sobre a possibilidade da proibição de propagandas direcionadas ao público infantil. Essa proposta na verdade já esta há 11 anos em tramitação no congresso. Isso me fez pensar em alguns pontos e trazer aqui para que possamos conversar sobre este assunto.
Há um tempo, li sobre uma ação da Fiat que em parceria com uma empresa fabricante de brinquedos e criou o Uninho, carrinho para crianças que era o protótipo do carro Fiat Uno. Desenvolveram também o Super Banco Imobiliário, cujo pião do jogo é o novo Uno. Vários órgãos que defendem os direitos das crianças se posicionaram contra este tipo de criação, dizendo que estes produtos induzem de maneira macabra as crianças a serem lovers da marca, sem ter a opção de escolher e também as utilizam como ponte para influenciar o consumo dos pais.
Agora temos o caso da Lifebuoy, que esta patrocinando o musical infantil, “A Galinha Pintadinha”, durante a peça a empresa faz diversas ações como, por exemplo, colocam pessoas fantasiadas de bactérias gigantes e um Super Sabonete para acabar com o inimigo, também distribuem almofadas com o nome da marca para que as crianças sentem em cima e enxerguem melhor o palco e uma das canções cantadas durante o musical, fala da importância de lavar as mãos de maneira correta. Tudo isso ajuda a promover a marca Lifebuoy.
No Brasil, os órgãos de regulamentação de publicidade, não são tão bem vistos pelos estudantes de comunicação e também por algumas pessoas já atuantes da área. Por outro lado, já li várias matérias em que os chefões das agências, defendem e agradecem as ações tomadas por eles.
Aí fica a dúvida, será que eles estão vendo um lado que poucos conhecem ou é pura babação de ovo ?
Projetos de leis como este seriam duros demais?
Que as crianças são verdadeiras promotoras de marcas, influenciam seus pais a comprarem muitos produtos dentro de casa, isso ninguém pode negar. Mas a questão aqui é entender o limite para que as marcas usem isso a favor do consumo.
Até onde é ético fazer ações deste gênero e enraizar na mente das crianças momentos importantes de suas vidas com marcas? Até onde os órgãos de regulamentação podem interferir e retirar tudo que é criado ?
O que vemos é que está cada vez mais difícil criar e inovar dentro do mercado publicitário. Será que estamos vivendo um novo 1984? ou é pura intriga da oposição ?















