Redes sociais e as bolhas de filtro

Como elas podem limitar nosso poder de consumo de informação na internet

O que é bolha de filtro?

Vamos tomar como exemplo o Facebook e Google, ambos trabalham com algoritmos para categorizar os assuntos que são inseridos na plataforma, o mesmo algoritmo depois de classificar o assunto, também analisa o usuário que está buscando a informação e após diversos cálculos, entrega para o usuário o resultado – em tese – mais relevante para o seu perfil.

A bolha de filtro é exatamente isso. Cada vez mais esses algoritmos personalizam e enxergam o que eles acreditam ser mais relevante, impedindo que você encontre resultados alternativos.

Tente fazer uma busca dentro do Facebook para ver como os resultados serão unicamente relacionados à você: seja porque um amigo postou sobre o que você buscou, ou há um grupo ou página próximos de você (amigos e amigos de amigos participam do grupo ou curtiram a página), e você acaba limitando demais os resultados para conseguir fazer uma busca suficientemente rica.

Isso não acontece apenas nas pesquisas.

Já percebeu que as atualizações que aparecem no News Feed do Facebook são sempre das mesmas pessoas? Ou do nada você foi até o perfil de alguém que não fala há muito tempo e curte uma foto dele, automaticamente você passa a receber conteúdos dela porque o Facebook “entendeu” que aquela pessoa tornou-se relevante pra você.

Você pode ter 2.000 amigos no Facebook, mas se for contar quantas pessoas diferentes aparecem pra você provavelmente não aparecerão mais de 100. Essas bolhas limitam que você tenha uma visão política diferente, até uma opinião diferente sobre o gif de cachorrinho.

Se você quiser se aprofundar, assista ao vídeo do Eli Pariser, que em 2011 começou a falar disso escrevendo um livro, o http://www.thefilterbubble.com/, mas se você tiver vontade de assistir à uma palestra dele no TED, tem menos de 10 minutos! Clique aqui. 

O que pode ser feito?

Por parte das empresas, elas podem aprimorar seus algoritmos para que eles sejam mais cívico-democráticos, calibrados cada vez mais para que sejam sensíveis e abertos e tragam resultados variados, a análise semântica feita pelos algoritmos precisa dar um passo à frente (ou atrás?) na hora de classificar resultados.

Do nosso lado, eu particularmente que trabalho com isso, passei a tentar “driblar” o algortimo: curto MUITO POUCO as atualizações dos amigos ou, quando curto, tento curtir aquilo que realmente gostei. Ou dou like quando percebo que alguma atualização é bem diferente das minhas últimas curtidas, para que o algoritmo entenda que sou interessados em assuntos múltiplos. Para as buscas no Google, passei a fazer minhas buscas em janelas anônimas, fugindo dos logins de conta e dos cookies que entreguem meu comportamento na Internet. Faça um teste. Vale a pena.

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